Conversa com o CEO da Synthesia: o futuro do vídeo com IA
(spoiler: não é só automação)
CRIADORES
Rayan
2/19/20262 min read


Durante esta semana, Synthesia voltou ao centro do debate global sobre inteligência artificial aplicada à criação de conteúdo. Em entrevista recente, seu CEO e cofundador, Victor Riparbelli, deixou claro: o futuro do vídeo com IA não é apertar um botão e gerar algo genérico. É criar experiências vivas, inteligentes e adaptáveis.
E isso muda tudo.
IA além da automação: quando o vídeo começa a pensar
Por muito tempo, IA em vídeo foi sinônimo de produtividade: menos custo, menos tempo, menos esforço. A Synthesia está puxando o jogo para outro nível.
A visão apresentada é a de vídeos interativos, capazes de:
Adaptar linguagem e abordagem conforme o público
Ser gerados em tempo real
Usar avatares cada vez mais naturais e contextuais
Aprender com o comportamento de quem assiste
Ou seja: não é mais “conteúdo gravado”. É conteúdo responsivo.
Vídeo deixa de ser peça estática e vira interface.
Se o site conversa com o usuário, por que o vídeo não faria o mesmo?
Startups de IA criativa estão redesenhando a comunicação dos negócios
Riparbelli também reforça um ponto-chave: startups como a Synthesia não estão só criando ferramentas, estão redefinindo processos inteiros de comunicação corporativa.
Treinamentos, onboarding, vendas, suporte, marketing interno — tudo isso começa a migrar para vídeos gerados por IA porque:
Escalam globalmente sem regravação
Reduzem gargalos de produção
Mantêm consistência de mensagem
Personalizam em massa
Para empresas, isso significa velocidade + padronização + personalização.
Para o mercado, significa o nascimento de um novo stack de comunicação digital.
Criadores em 2026: ameaça ou superpoder?
A pergunta que não quer calar: onde o criador entra nessa história?
A resposta direta: quem trata IA como inimiga vai perder espaço. Quem trata como copiloto vai ganhar escala.
As oportunidades são claras:
Criadores viram diretores criativos de sistemas, não apenas executores
A diferenciação sai da técnica e vai para a ideia, o conceito, a narrativa
Quem entende storytelling + IA joga em vantagem brutal
Os desafios também existem:
Saturação de conteúdo medíocre
Commoditização de formatos
Necessidade de curadoria e identidade forte
Em 2026, criar não será difícil. Difícil será ser relevante.
O fator político: inovação não acontece no vácuo
Outro ponto importante levantado pelo CEO da Synthesia é o papel de políticas públicas, regulação e incentivo ao ecossistema.
Ambientes que:
Permitem experimentação
Facilitam acesso a capital
Evitam burocracia excessiva
…aceleram a adoção de IA criativa.
Os que travam, assistem talentos e empresas migrarem.
Inovação não gosta de freio de mão puxado.
Vídeo com IA não é tendência, é infraestrutura
A conversa com o CEO da Synthesia deixa um recado claro:
vídeo com IA está deixando de ser ferramenta e virando base da comunicação digital.
Não é sobre substituir humanos.
É sobre ampliar capacidade criativa, escalar ideias e criar experiências que antes eram inviáveis.
A pergunta não é se isso vai dominar o mercado.
A pergunta é: quem vai aprender a usar antes?